O que é BDSM?

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BDSM - bondage, disciplina, dominação, submissão, sadomasoquismo

Famosos brasileiros e internacionais como Madonna, Dakota Jonhson, Andressa Urach, André Marques e Cleo Pires já assumiram se aventurar com o universo sadomasoquista, através do BDSM. Se você nunca ouviu falar sobre, vem entender um pouco mais com o MeMima.

O BDSM (sigla que engloba Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) é um mundo diversificado de práticas sexuais e fetiches, envolvendo a troca de poder consensual entre parceiros. 

É importante entender que o BSDM deve sempre acontecer com consentimento entre todas as partes envolvidas. Para entender melhor essa prática, algumas siglas e termos comuns são:

Siglas Principais

  • SSC – São, Seguro e Consensual (princípio fundamental que rege as práticas BDSM)

  • RACK – Risk Aware Consensual Kink (Fetiche consensual ciente dos riscos, alternativa ao SSC)

  • TPE – Total Power Exchange (Troca Total de Poder, dinâmica em que um dos parceiros tem total controle sobre o outro)

  • D/s — Dominação/submissão (relação baseada na entrega de poder por parte do submisso ao dominante)

  • M/s — Master/slave (Mestre/escravo, forma extrema de D/s com maior entrega e submissão)

  • DD/lg – Daddy Dom/little girl (dinâmica onde o dominante assume um papel paternal e o submisso um papel infantilizado)

  • CNC — Consensual Non-Consent (Consentimento sem consentimento, jogos que simulam situações não consensuais, sempre com consentimento prévio)

BDSM e consentimento

SSC (São, Seguro e Consensual) e a modalidade RACK (Risco Aceito com Consentimento Informado) são as duas formas mais comuns de prática do BDSM, mas com uma diferença: no primeiro, todas as partes envolvidas estão cientes sobre a segurança da relação -tudo é previamente conversado. Enquanto isso, na segunda, há consentimento, mas também existe consciência sobre os possíveis riscos envolvidos na prática.

Por isso a comunicação é um dos fatores mais importantes para praticar o BDSM de forma segura e tranquila. Logo, diálogo e negociação antes das práticas é indispensável. Os praticantes do sadomasoquismo também costumam estabelecer as famosas ''palavras de segurança'': Uma espécie de código ou válvula de escape para alertar qualquer desconforto durante a prática. Além disso, o termo “Aftercare” indica outro passo fundamental em todoa relação sexual : o cuidado pós-sessão que deve acontecer entre os participantes. 

Quais os papéis no BDSM?

No BDSM você pode ocupar diferentes posições: dominante, submisso, switch, slave, top ou bottom, são muitas opções. Para descobrir e definir seu perfil durante a prática, vamos explicar um pouco sobre as 3 principais.

Na posição de dominante, como o próprio nome sugere, você assume todo o controle da relação, podendo definir suas próprias regras, disciplinar e guiar quem estiver submisso a você. Pode ser chamado de Dom (masculino) ou Domme (feminino).

Enquanto isso, o submisso é a pessoa que se entrega ao controle do dominante, obedecendo às regras e disciplina impostas pelo Dom ou Domme. Existem diferentes tipos de submissão, podendo ser algo mais leve ou uma entrega absoluta.

Já quando a posição escolhida é a Switch, o participante pode transitar entre os papéis durante a relação, dependendo da situação, do parceiro e do momento. 

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Técnicas para a prática do BDSM

Bondage

O Bondage é a prática de imobilização no BDSM, ela pode ser realizada com cordas, fitas, algemas ou outros materiais. A segurança é essencial para evitar qualquer risco aos participantes e garantir uma experiência confortável.

Existem diferentes tipos de amarração, entre elas estão a Shibari, uma arte erótica de amarração com cordas, que tem foco na estética e uma restrição progressiva que usa padrões complexos e simétricos no corpo.

Outro tipo muito comum é o Bondage Ocidental, uma amarração mais funcional e prática, focada na imobilização e no conforto, ela é feita com diferentes acessórios, além das cordas. É importante priorizar a utilização de materiais mais seguros, como cordas de algodão, algemas acolchoadas, fitas de velcro ou adesivas.

Evite usar cordas finas demais, fitas adesivas comuns e fios metálicos ou plásticos duros. 

Spanking

Outra prática popular no BDSM é o Spanking (palmadas), cujo objetivo é proporcionar prazer através da dor e do controle. No entanto a segurança é essencial para evitar lesões.

Entre os tipos de impactos temos palmadas, que pode ser realizado com as mãos ou acessórios, nesse o impacto pode ser leve, moderado ou intenso, trabalhando a excitação por dor e dominação.

Já no Paddle, o impacto é realizado com madeira, couro ou acrílico e produz um impacto forte e sonoro. O estilo é recomendado para quem gosta de um estímulo mais intenso.

Em ambas as técnicas, os parceiros podem e devem recorrer ao uso de palavras de segurança para evitar situações perigosas e desconfortáveis.

O impacto do BDSM no bem-estar mental

O BDSM pode ter efeitos significativos no bem-estar mental, tanto positivos quanto negativos, dependendo da forma como é praticado e da comunicação entre os envolvidos. Estudos e relatos de praticantes indicam que o BDSM pode ser uma experiência terapêutica e fortalecedora quando feito de maneira segura, consensual e respeitosa.

Entre os benefícios psicológicos da prática, temos: redução do estresse e da ansiedade, fortalecimento da autoconfiança e autoexpressão, conexão emocional e comunicação melhorada e um estado de “flow” que produz efeito parecido com o da meditação.

Como lidar com os tabus?

Sabemos que a prática ainda é cercada de estereótipos e preconceito, mas isso acontece na maioria das vezes por falta de informação ou pela correlação errada com violência e abuso. Mas, quem conhece e busca se informar, e principalmente seus praticantes, entender que a base do BDSM é o consentimento, respeito e comunicação. O julgamento é desafiador, por isso é tão importante contribuir para a divulgação de informações sobre a prática. 

Se você já pratica ou pretende praticar, se eduque e eduque os outros, escolha bem com quem compartilhar, encontre uma comunidade a poio, reforce sobre consentimento e respeito, mas principalmente, não se sinta obrigado a justificar suas escolhas.

BDSM na mídia

A representação do BDSM na mídia e nos filmes muitas vezes oscila entre estereótipos exagerados e tentativas mais autênticas de retratar a prática. Obras como Cinquenta Tons de Cinza ajudaram a popularizar o tema, mas frequentemente distorcem a realidade, apresentando relações sem uma negociação clara de limites e consentimento. 

Enquanto isso, comunidades BDSM ao redor do mundo variam entre espaços físicos, como clubes e eventos privados, e plataformas online, como FetLife, onde praticantes compartilham experiências, discutem limites e promovem uma educação sexual mais consciente e segura. Essas comunidades desempenham um papel crucial na disseminação de boas práticas e na desmistificação do BDSM para novos interessados.

Dicas de segurança para a prática

Sempre tenha uma tesoura de segurança para cortar as cordas em emergências.

Evite amarrações muito apertadas que possam comprometer a circulação (observe se a pele muda de cor).

Teste a sensibilidade dos membros do submisso durante a sessão.

Nunca deixe a pessoa sozinha amarrada.

Se for fazer suspensões, pratique primeiro com apoio no chão e use equipamentos confiáveis.

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Redação MeMima

Por Redação MeMima·Sobre o autor

Publicado em 20/02/2025 · Atualizado em 18/03/2025

Especialistas em relacionamentos

Direto da redação MeMima.

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